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Afinal, medicamentos para dor viciam?

  • Foto do escritor: Ricardo B
    Ricardo B
  • 20 de mai. de 2023
  • 3 min de leitura

Atualizado: 1 de jul. de 2023

Afinal, medicamentos para dor viciam? Sim, existem medicamentos que podem causar dependência e vício. Esses medicamentos são conhecidos como substâncias psicoativas e têm o potencial de criar uma necessidade física e psicológica contínua de uso. Alguns exemplos de medicamentos com potencial de vício incluem opioides (como a morfina e a codeína), benzodiazepínicos (como o diazepam e o alprazolam), estimulantes (como a metanfetamina e a cocaína) e certos medicamentos para o tratamento de transtornos mentais, como os antidepressivos e os antipsicóticos.


A dependência é uma condição física e psicológica em que uma pessoa precisa de uma substância ou comportamento específico para funcionar normalmente e evitar sintomas desagradáveis de abstinência. A dependência pode ocorrer com várias substâncias, incluindo medicamentos, álcool e drogas ilícitas. Também pode se desenvolver em relação a certos comportamentos, como jogos de azar, jogos de vídeo ou compras compulsivas. A dependência envolve a adaptação do organismo à presença da substância ou comportamento, resultando em mudanças no funcionamento do cérebro. Dependência refere-se à necessidade física e psicológica de uma substância ou comportamento específico.


O vício, por outro lado, é um termo mais amplo que abrange a dependência, mas também inclui outros aspectos, como a perda de controle sobre o uso da substância ou comportamento, a compulsão persistente de consumir ou se envolver na atividade mesmo com consequências negativas e a priorização do uso ou do comportamento viciante em detrimento de outras áreas da vida. O vício engloba a dependência e também inclui a perda de controle e a persistência em um padrão de uso ou comportamento apesar das consequências negativas.


Os medicamentos opioides, que são substâncias com propriedades analgésicas potentes e que agem nos receptores opioides presentes no sistema nervoso central, podem causar tanto dependência quanto vício. A dependência ocorre quando o corpo se adapta à presença do opioide e se torna tolerante a ele. Isso significa que doses crescentes do medicamento podem ser necessárias para obter o mesmo efeito desejado. Se uma pessoa se tornar dependente de opioides e, em seguida, parar de usá-los abruptamente, ela pode experimentar sintomas de abstinência, como agitação, ansiedade, insônia, dores musculares e outros efeitos desconfortáveis. É importante ressaltar que nem todas as pessoas que usam opioides desenvolvem dependência ou vício. No entanto, o potencial de dependência e vício dos opioides é alto, especialmente quando usados de forma inadequada, em doses elevadas ou por longos períodos de tempo. O uso responsável de opioides deve ser feito sob a supervisão de um médico, preferencialmente especialista.


Existem várias opções de medicamentos para o tratamento da dor que possuem um risco relativamente baixo de causar dependência quando usados corretamente. Alguns exemplos incluem: pacetamol (um analgésico comum usado para tratar dores leves a moderadas), anti-inflamatórios não esteroides (como o ibuprofeno, naproxeno e diclofenaco), gabapentina e pregabalina (são frequentemente usados para tratar a dor neuropática), amitriptilina (um antidepressivo tricíclico que também pode ser usado para tratar certos tipos de dor crônica) e anestésicos locais (como a lidocaína, usada para bloquear a sensação de dor em áreas específicas). É importante lembrar que mesmo esses medicamentos podem ter efeitos colaterais e devem ser usados de acordo com as instruções médicas.


Já no caso do canabidiol (CBD), uma substância derivada da planta de cannabis, não há evidências científicas que sugiram que cause dependência. O CBD não possui propriedades psicoativas significativas, ao contrário do tetra-hidrocanabinol (THC), outro composto encontrado na cannabis que é conhecido por seus efeitos psicoativos e potencial de causar dependência.


O CBD tem sido estudado por seus potenciais benefícios terapêuticos, incluindo o alívio da dor, a redução da inflamação, o controle de convulsões em certos tipos de epilepsia e o tratamento de transtornos de ansiedade. Estudos clínicos e revisões sistemáticas sugerem que o CBD é geralmente seguro e bem tolerado pelos indivíduos.É importante ressaltar que, embora o CBD seja considerado seguro em geral, ainda é recomendado que seja usado sob orientação médica adequada, especialmente ao considerar possíveis interações com outros medicamentos que a pessoa possa estar tomando. Além disso, é importante garantir que o produto de CBD seja de qualidade, legal e adquirido de fontes confiáveis.


Se houver suspeita de dependência ou vício em relação a uma substância ou comportamento, é importante buscar ajuda e suporte adequados: consulte um profissional de saúde; busque apoio emocional; procure serviços especializados; participe de grupos de apoio; siga o plano de tratamento recomendado. Lembre-se de que cada situação é única, e o tratamento da dependência ou vício pode variar dependendo da substância ou comportamento envolvido. Buscar ajuda profissional é fundamental para receber o suporte adequado e iniciar o processo de recuperação.


Cada pessoa é única, e a escolha do medicamento para o tratamento da dor deve ser feita em consulta com um profissional de saúde, considerando a condição médica, histórico e necessidades individuais.




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