top of page
Buscar

Dor Pélvica e os músculos pélvicos

  • Foto do escritor: Ricardo B
    Ricardo B
  • 25 de out. de 2023
  • 3 min de leitura

Atualizado: 26 de jan. de 2024

Dor Pélvica e os músculos pélvicos - Entenda o Papel da Medicina Intervencionista:

Em alguns textos aqui no site irei abordar, de forma ilustrativa e superficial, algumas possíveis causas de dores crônicas, e como a medicina intervencionista pode ajudar nos tratamentos. Lembre-se sempre de consultar um médico da sua confiança.

Neste texto, irei falar brevemente sobre os músculos pélvicos e sua relação no manejo de alguns tipos de dores crônicas.

Principais Músculos Envolvidos:


  • O piriforme, obturador interno e quadrado femoral estão frequentemente associados à dor pélvica crônica.


A dor pélvica crônica (DPC) é definida como dor na região da pelve, parede abdominal baixa (abaixo do umbigo) ou glútea. A origem propriamente dita da dor pode ser um órgão (como a bexiga ou o intestino), o sistema neurológico (como por exemplo a neuralgia do pudendo, ou síndrome do piriforme) ou o sistema ginecológico (como por exemplo a endometriose). Três músculos que podem ser a causa de DPC são o piriforme, o obturador interno e o quadrado femoral.

O piriforme é um músculo importante na rotação (externa) da coxa, entre outros movimentos. Ele deixa a cavidade pélvica pelo forma isquiático maior. Acima (superior) do piriforme passa o nervo glúteo superior; abaixo (inferior) passa a artéria e o nervo pudendo, o nervo obturador, o nervo para o quadrado lombar e o nervo ciático.


Quando este músculo se contrai prolongadamente/excessivamente, devido a sua relação próxima com o nervo ciático e o nervo glúteo superior, podem ocorrer dores em regiões glútea, quadril e membro inferior (semelhante a dor causada diretamente pelo nervo ciático). É uma dor que normalmente é agravada ao sentar, ao caminhar, ou por manobras que aumentam a tensão no músculo piriforme.


Diagnóstico e Tratamento:


  • Diagnóstico clínico, com suporte de ultrassom para precisão.

  • Tratamento intervencionista, incluindo bloqueios e injeções, oferece alívio significativo.


O diagnóstico é basicamente clínico. Não há um exame único, seja laboratorial ou não, para o diagnóstico. Um bloqueio serve como diagnóstico e parte terapêutico. Caso o paciente responda bem a injeção analgésica, é possível/recomendado a repetição do procedimento. Outra opção é a injeção de toxina botulínica, que inibe o excesso de contração muscular.

O músculo obturador interno também é músculo importante na rotação (externa) da coxa, entre outros movimentos. Alterações neste músculo podem causar dores semelhantes a dor causada pelo piriforme, sendo que importantes estruturas ao redor podem causar um tipo de dor conhecida como "síndrome glútea profunda". A dor geralmente ocorre na região "média"do glúteo, e também pode ser agravada ao sentar. Manobras semelhantes ao piriforme são realizadas no exame físico. Injeções dentro do músculo, em seu tendão, ou na bursa ao redor podem aliviar a dor.

O quadrado femoral é um músculo localizado na parte posterior dos quadril, também relacionado com rotação da coxa, e pode causar dor glútea que pode piorar com a flexão do quadril.

Assim, o médico da dor pode se utilizar da medicina intervencionista para realizar o bloqueio destas estruturas. O procedimento é usualmente realizado em centro cirúrgico, com o uso do aparelho de Ultrassom para a localização dos nervos e visualização de outras estruturas próximas.

Para maiores detalhes de como esse procedimento é realizado com a ajuda do ultrassom, clique no botão e acesse:


As informações acima foram adaptadas de: Peng, P.; Finlayson, R.; Lee, S.H.; Bhatia A. Ultrasound for Interventional Pain Management: An Illustrated Procedural Guide. Springer Cham. 2019.https://doi.org/10.1007/978-3-030-18371-4

 
 
 

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.

© 2024 por Dr. Ricardo Baraldo

bottom of page