Dores nas costas: o que eu considero importante você saber
- Ricardo B
- 14 de ago. de 2023
- 5 min de leitura
Atualizado: 25 de jan. de 2024
O que são Dores Lombares Crônicas?
Dores lombares crônicas são dores persistentes na região inferior das costas, durando mais de três meses. Esta condição afeta pessoas de todas as idades, sendo mais comum em adultos.
Causas das Dores Lombares Crônicas:
As causas podem variar, incluindo lesões, degeneração discal, hérnia de disco, artrose nas facetas articulares, estilo de vida sedentário e condições médicas como artrite e fibromialgia. Fatores psicossociais como estresse e depressão também desempenham um papel.
São algumas das causas possíveis:
Lesões na coluna vertebral, músculos ou ligamentos da região lombar podem resultar em dores crônicas.
Degeneração discal: À medida que envelhecemos, os discos intervertebrais que atuam como amortecedores entre as vértebras podem sofrer degeneração.
Hérnia de disco: Quando um disco intervertebral se projeta para fora e pressiona os nervos adjacentes.
Facetária: As facetas são articulações (tal como todas as outras, por exemplo joelho ou quadril) entre as vértebras e também estão sujeitas a processos de degeneração e artrose.
Estilo de vida sedentário: Falta de atividade física, má postura e levantamento inadequado de objetos pesados podem contribuir para dores na região lombar.
Condições médicas subjacentes: Problemas médicos como artrite, osteoporose, fibromialgia, espondilite anquilosante e outras condições podem estar associadas a dores lombares.
Fatores psicossociais: Estresse, ansiedade, depressão e outros fatores emocionais podem contribuir para a percepção e intensificação da dor.
Quais são os principais fatores de risco para dores crônicas lombares?
Vários fatores de risco podem contribuir para o desenvolvimento de dores lombares crônicas. Esses fatores aumentam a probabilidade de uma pessoa desenvolver essa condição ao longo do tempo. Alguns dos principais fatores de risco incluem:
Envelhecimento: O processo natural de envelhecimento está associado à degeneração dos discos intervertebrais, perda de massa muscular e mudanças nas articulações, o que pode aumentar o risco de dores crônicas.
Lesões anteriores: Lesões prévias na coluna vertebral, como fraturas, lesões musculares ou ligamentares, podem aumentar a suscetibilidade a dores lombares.
Obesidade: O excesso de peso coloca pressão adicional na coluna vertebral e nos músculos das costas.
Falta de condicionamento físico: A fraqueza muscular, especialmente na região abdominal e lombar, pode levar a desequilíbrios musculares e aumentar o risco de lesões.
Postura inadequada: Má postura ao sentar, ficar em pé ou levantar objetos pode colocar estresse adicional na coluna vertebral e nos músculos das costas, contribuindo para dores crônicas.
Trabalho exigente fisicamente: Trabalhos que envolvem levantamento frequente de objetos pesados, movimentos repetitivos ou posições desconfortáveis podem aumentar o risco de dores lombares.
Fatores genéticos: Algumas condições relacionadas à coluna vertebral, como espondilite anquilosante, têm uma predisposição genética. Além disso, há fatores genéticos envolvidos na percepção e modulação da dor.
Fatores psicossociais: Estresse, ansiedade, depressão e outros fatores emocionais podem influenciar a percepção e a intensidade da dor.
Fumo: O tabagismo está associado a uma redução na circulação sanguínea para os discos intervertebrais, o que pode acelerar sua degeneração.
Histórico familiar: Se há um histórico de dores lombares crônicas na família, pode haver uma predisposição genética ou compartilhamento de fatores de risco relacionados ao estilo de vida.
Condições médicas subjacentes: Certas condições médicas, como artrite, osteoporose, fibromialgia e distúrbios do tecido conjuntivo, podem aumentar o risco de dores lombares.
É importante notar que a presença de um ou mais fatores de risco não garante o desenvolvimento de dores lombares crônicas, mas eles podem aumentar a probabilidade. Tomar medidas para gerenciar esses fatores, como manter um estilo de vida ativo, praticar uma boa postura e adotar hábitos saudáveis, pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver essas dores.
Um exame alterado NÃO necessariamente indica a causa da dor!
A relação entre um exame de imagem alterado e a causa da dor nem sempre é direta ou simples. Muitas vezes, as imagens que mostram anormalidades na coluna vertebral, como hérnias de disco, degeneração discal ou alterações estruturais, não são necessariamente a única causa da dor. Isso ocorre porque existem diversos fatores que influenciam a percepção e a intensidade da dor, além das condições visíveis em exames.
Alguns pontos a serem considerados são:
Degeneração natural: À medida que envelhecemos, é normal que a coluna vertebral e outras partes do corpo passem por processos de degeneração. Portanto, a presença de degeneração discal ou outras mudanças estruturais nem sempre significa que essas alterações são a causa principal da dor.
Dor referida: A dor que sentimos nem sempre é exatamente onde está o problema. Por exemplo, uma hérnia de disco na coluna lombar pode causar dor na perna devido à compressão do nervo, em vez de causar apenas dor lombar.
Variação na percepção da dor: A intensidade da dor pode variar significativamente de pessoa para pessoa, mesmo com condições físicas semelhantes. Além disso, fatores emocionais e psicológicos podem influenciar a maneira como percebemos a dor.
Condições subjacentes: As alterações observadas nos exames podem estar presentes em muitas pessoas assintomáticas. Ou seja, nem toda anomalia detectada em um exame de imagem é necessariamente a causa da dor.
Contribuição de fatores psicossociais: Estresse, ansiedade, depressão e outros fatores emocionais podem aumentar a percepção da dor e a sua cronicidade, mesmo que não haja uma lesão grave.
Tratamento baseado em sintomas: O tratamento deve ser orientado pelos sintomas e não apenas pelas imagens. Às vezes, mesmo com alterações em exames, o foco do tratamento é aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.
Portanto, a interpretação de um exame alterado deve ser feita em conjunto com a avaliação clínica. É importante considerar todos os fatores, incluindo sintomas, história médica, exame físico e exames de imagem, para chegar a um diagnóstico completo e elaborar um plano de tratamento adequado para a causa subjacente da dor.
Em linhas gerais, como é o tratamento para dores lombares crônicas?
O tratamento das dores lombares crônicas envolve uma abordagem multidisciplinar, frequentemente incluindo:
Fisioterapia: Exercícios específicos podem ajudar a fortalecer os músculos das costas, melhorar a postura e aliviar a dor.
Medicamentos: Analgésicos, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e relaxantes musculares podem ser prescritos para controlar a dor e reduzir a inflamação.
Terapias alternativas: Acupuntura, quiropraxia e outras terapias complementares podem proporcionar alívio para algumas pessoas.
Mudanças no estilo de vida: Manter um peso saudável, praticar exercícios regulares e adotar técnicas de ergonomia no trabalho e em casa podem ajudar a prevenir e gerenciar a dor.
Tratamento psicológico: Se fatores emocionais estiverem contribuindo para a dor, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) ou outras abordagens psicológicas podem ser benéficas.
Intervenções médicas: Em alguns casos, injeções de corticosteroides, bloqueios nervosos ou procedimentos minimamente invasivos podem ser considerados para aliviar a dor.
Se você está enfrentando dores lombares crônicas, é crucial consultar um médico para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento personalizado. Lembre-se de que a gestão eficaz da dor envolve uma abordagem holística, abordando tanto os aspectos físicos quanto emocionais da condição.


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