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Dores neuropáticas: as dores mais difíceis de tratar?

  • Foto do escritor: Ricardo B
    Ricardo B
  • 3 de jun. de 2024
  • 2 min de leitura

Dor Neuropática: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento


O que é Dor Neuropática?


A dor neuropática é uma condição crônica que resulta de lesões ou disfunções no sistema nervoso. Diferente de outros tipos de dor, ela não é causada por lesões nos tecidos, mas sim por problemas nos próprios nervos que transmitem a dor.


De acordo com a IASP, a dor neuropática é causada por danos ou doenças do sistema nervoso e afeta até 10% da população. São exemplos de doenças que causam dores neuropáticas: diabetes, herpes zoster, HIV, AVC, câncer (e efeitos secundários da quimioterapia), radioterapia, esclerose múltipla, deficiências de algumas vitaminas (especialmente as do complexo B, principalmente a B12), entre outras causas.


Principais Sintomas:


  • Dor Intensa e Persistente: Pode variar de uma sensação de queimação a dores em pontadas.

  • Formigamento ou Dormência: Sensações anormais, como formigamento ou dormência, são comuns.

  • Hipersensibilidade: Aumento da sensibilidade ao toque ou a mudanças de temperatura.

  • Dores Lancinantes: Episódios de dor súbita e aguda, semelhante a um choque elétrico.

  • Alodinia: Dor causada por estímulos normalmente não dolorosos, como o toque leve.


Diagnóstico: O diagnóstico é feito através de uma combinação de métodos:


  • Histórico Médico e Exame Físico: Avaliação detalhada do histórico do paciente e exame neurológico para detectar alterações sensoriais.

  • Exames de Imagem: Ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC) para identificar possíveis causas da dor neuropática e excluir outros diagnósticos.

  • Estudos de Condução Nervosa e Eletromiografia (EMG): Avaliam a função dos nervos e músculos.

  • Questionários de Dor: Ferramentas padronizadas para avaliar a intensidade e o impacto da dor no dia a dia do paciente.


Principais Linhas de Tratamento:


  1. Medicação:

  • Anticonvulsivantes: Gabapentina e pregabalina são frequentemente usadas para tratar a dor neuropática.

  • Antidepressivos: Amitriptilina e duloxetina podem ser eficazes na redução da dor.

  • Analgésicos Opioides: Usados com cautela, para casos mais graves ou refratários

  • Analgésicos Tópicos: Cremes e adesivos de lidocaína podem proporcionar alívio localizado.


O “problema” em relação ao tratamento medicamentoso da dor neuropática é que os analgésicos utilizados em primeiras linhas de tratamento oferecem uma eficácia, em média, apenas modesta ou baixa. Assim, podem ser consideradas, de maneira geral, como dores de difícil manejo.


2. Terapias Intervencionistas:

  • Bloqueios Nervosos: Injeções de anestésicos locais e/ou esteróides diretamente nos nervos afetados.

  • Estimulação Elétrica Transcutânea (TENS): Uso de pequenos impulsos elétricos para aliviar a dor.

  • Implantes de Bombas de Medicamentos: Para administração contínua de medicamentos diretamente na medula espinhal.

  • Estimulação da Medula Espinhal: Dispositivos implantados que enviam sinais elétricos para a medula espinhal para bloquear a sensação de dor.


3. Terapias Complementares:

  • Fisioterapia: Exercícios e técnicas de manipulação para melhorar a mobilidade e reduzir a dor.

  • Acupuntura: Pode ajudar a aliviar a dor em alguns pacientes.

  • Terapias Psicológicas: Técnicas como a terapia cognitivo-comportamental para ajudar a lidar com a dor crônica.


O manejo da dor neuropática é frequentemente um processo contínuo, que pode exigir ajustes regulares no plano de tratamento para atender às necessidades do paciente. A colaboração entre diferentes especialidades médicas é essencial para proporcionar um cuidado abrangente e eficaz.


 
 
 

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© 2024 por Dr. Ricardo Baraldo

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